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  • Pedro Stein

Fé e política, uma conciliação possível e necessária


No decorrer da história do cristianismo, Fé e Política sempre estiveram juntas. Os cristãos, fiéis aos ensinamentos da Bíblia, entendiam que a Fé tinha que se desdobrar em ações sociais e políticas que interferissem na organização da sociedade. O que se discute na atualidade é a forma como se articula Fé e Política e suas consequências. Os profetas foram cristãos político-críticos das injustiças e dos explorados.


Falar desses dois temas, em princípio e aparentemente, é tratar de duas coisas bem distintas: a fé visa à vida espiritual, o céu, a eternidade; a política visa à justiça temporal, a organização da sociedade para o bem comum. Se pararmos por aí, fica a impressão de que se trata de duas realidades distintas.


Fé e política são campos distintos e autônomos, mas não antagônicos, e sim complementares. Enfim, fé e política, embora distintas, precisam uma da outra. Uma fé que não se traduz em reflexão e até algum protagonismo político é uma fé imatura e desencarnada. A política que não se enriquece da fé facilmente forjará uma forma mais ou menos velada de totalitarismo do Estado, e mesmo cultural (aliás, é o que se vê hoje, em escala mundial).


Em nossa sociedade atual onde os cristãos (e não só cristãos) se eximem da participação política por nojo dos sistemas corruptores, a grande tentação é a fobia simultânea da fé e da política.


Porém, se nos deixarmos vencer por essa tentação, estaremos entregando o nosso tempo e nossos filhos a um Estado que os irá escravizará através de leis desumanas, e uma sociedade que os devorará por meio da mentira e dos vícios.


(Texto extraído e conforme: https://pantokrator.org.br/po/artigos-pantokrator/fe-e-politica)



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